segunda-feira, julho 14, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
terça-feira, julho 01, 2008
PORTO 12 JULHO! A MARCHA CONTINUA!

3ª Marcha de Orgulho LGBT no Porto
12 de Julho de 2008
15:00h Praça da República, Porto
12 de Julho de 2008
15:00h Praça da República, Porto
Sábado, 12 Julho 22:00/8:00 - Teatro Sá da Bandeira
Etiquetas: Porto
quarta-feira, abril 30, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
A HOMOFOBIA ENTRE NÓS... ou no Café Lusitano
... OU COMO ALGUM COMÉRCIO ROSA NÃO TEM NEM SOLIDARIEDADE, NEM CONSCIÊNCIA SOCIAL, NEM RESPEITO POR QUEM LHE DÁ SUSTENTO, UMA COMUNIDADE QUE HÁ ANOS DECIDIU DEIXAR DE TER VERGONHA DOS SEUS AFECTOS E COMEÇAR A CRIAR OS SEUS ESPAÇOS DE LIBERDADE PORQUE ERA E CONTINUA A SER DISCRIMINADA, QUANDO NÃO AUTO-DISCRIMINADA (QUE A DISCRIMINAÇÃO TAMBÉM TEM DESTES MECANISMOS) .
QUEM TEM VERGONHA DOS SIMPLES AFECTOS ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, NÃO DEVE LUCRAR COM ELES. QUEM REPRIME SIMPLES GESTOS DE AFECTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO ENQUANTO IGNORA AO LADO EXPRESSÕES DE AFECTO HETEROSSEXUAIS, NÃO TEM O DIREITO DE SE APONTAR "GAY FRIENDLY".
QUEM TEM VERGONHA DOS SIMPLES AFECTOS ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO, NÃO DEVE LUCRAR COM ELES. QUEM REPRIME SIMPLES GESTOS DE AFECTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO ENQUANTO IGNORA AO LADO EXPRESSÕES DE AFECTO HETEROSSEXUAIS, NÃO TEM O DIREITO DE SE APONTAR "GAY FRIENDLY".
ISSO É INADMISSÍVEL. É INADMISSÍVEL NO CAFÉ LUSITANO NO PORTO, OU EM QUALQUER LUGAR. ERA INADMISSÍVEL HÁ 15 ANOS, QUANDO EM PLENA CRISE DA SIDA OS SUPOSTOS BARES LGBT NEGAVAM AOS PRIMEIROS ACTIVISTAS A MERA DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAIS DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS, PORQUE SUPOSTAMENTE NÃO ERAM BARES LGBT (e a sida, claro está, era gay!) E ISSO CHOCAVA OS "RESTANTES CLIENTES" (lgbt COM VERGONHA DE O SEREM?) , E É INADMISSÍVEL HOJE, QUANDO ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS NOS PROÍBEM OS AFECTOS, OU QUANDO UMA LESBOA PARTY REAGE DA MESMA FORMA PERANTE UM FOLHETO SOBRE SEXO LÉSBICO MAIS SEGURO (porque é uma festa "apolítica", e o sexo seguro, nisso acertaram, é político).
NÃO O PERMITIMOS EM ESTABELECIMENTOS NÃO-LGBT EM QUE HÁ MANIFESTAÇÕES DE HOMOFOBIA, PORQUE O PERMITIRÍAMOS EM SILÊNCIO NAQUELES QUE SE ANUNCIAM NOS GUIAS INTERNACIONAIS COMO GAY FRIENDLY? FRIENDLY?! FRIENDLY É A LIBERDADE E A NÃO-DISCRIMINAÇÃO. O CAFÉ LUSITANO É HOMOFÓBICO E DISTINGUE OS AFECTOS HOMOSSEXUAIS DOS HETEROSSEXUAIS. O CAFÉ LUSITANO QUE ESCOLHA A POLÍTICA QUE ENTENDER, POIS SEJA. NÓS JÁ ESCOLHEMOS A NOSSA HÁ MUITO TEMPO.


Etiquetas: discriminação em cafés e lojas, Porto
terça-feira, julho 03, 2007
terça-feira, junho 05, 2007
PANTERAS EM FESTA NO PORTO
Jantar e Festa
Contra a LGBTfobia, garras de fora!
Sexta feira, 8 de Junho, 20H
Festa: ENTRADA LIVRE
Jantar: 6€ (sopa + salada + prato + pão + sobremesa)
INSCRIÇÕES LIMITADAS, INSCREVE-TE ATÉ DIA 6 PARA O MAIL PANTERASPORTO@GMAIL.COM OU PARA O NUMERO: 913292980
Contra a LGBTfobia, garras de fora!
Sexta feira, 8 de Junho, 20H
Festa: ENTRADA LIVRE
Jantar: 6€ (sopa + salada + prato + pão + sobremesa)
INSCRIÇÕES LIMITADAS, INSCREVE-TE ATÉ DIA 6 PARA O MAIL PANTERASPORTO@GMAIL.COM OU PARA O NUMERO: 913292980
Etiquetas: Porto
sexta-feira, maio 18, 2007
Porto Homofobia espreita a cada esquina da Baixa
Na cidade onde mataram Gisberta... no Dia Mundial Contra a LesBiGayTransfobia... nada de novo! E muitas razões para lutar!

"Porto Homofobia espreita a cada esquina da Baixa
Jornal Público - 18.05.2007
Fernando Mariano e Vicente Martinez de mãos dadas na Baixa do Porto. Viram-se rostos para trás. Olhares, risinhos. Dir-se- -ia que o casal representa uma comédia. Um trolha interrompe o seu labor, um trintão tropeça, um cinquentão protesta. Numa loja, um funcionário afoga o riso com as mãos. Noutra, uma funcionária transborda espanto ("Saíram daqui e deram um beijo!") e outra sossega-a ("Não tem mal"). Lá fora, um idoso alerta a mulher ("Gays!"). Num café, um empregado faz sinal aos colegas. Até a cozinheira e o gerente vêm espreitar. Todos olham. Todos riem. O casal sai e a caixa desfaz-se: "De mão dada e tudo! Os filhos da p...". Fernando e Vicente avançam para o Mercado do Bolhão. "Ainda falam que os nossos filhos andam com uma e com outra, mais vale gostar de mulheres", advoga uma vendedora. "Coitadinhos", suspira outra. "Ordinários", ouve-se mais à frente. "Infelizmente, é para o que estica." Olhares, risos. Rua acima, rua abaixo. Junto ao Instituto Abel Salazar, uma estudante goza: "Acho que vou vomitar". Frente ao Hospital de Santo António, uma mulher chama o marido: "Nando! Olha ali para o teu lado esquerdo!". O Porto homofóbico apanhado, ao acaso, na rua, pelos Panteras Rosa. Se calhar é sempre assim. A.C.P. "
"Porto Homofobia espreita a cada esquina da Baixa
Jornal Público - 18.05.2007
Fernando Mariano e Vicente Martinez de mãos dadas na Baixa do Porto. Viram-se rostos para trás. Olhares, risinhos. Dir-se- -ia que o casal representa uma comédia. Um trolha interrompe o seu labor, um trintão tropeça, um cinquentão protesta. Numa loja, um funcionário afoga o riso com as mãos. Noutra, uma funcionária transborda espanto ("Saíram daqui e deram um beijo!") e outra sossega-a ("Não tem mal"). Lá fora, um idoso alerta a mulher ("Gays!"). Num café, um empregado faz sinal aos colegas. Até a cozinheira e o gerente vêm espreitar. Todos olham. Todos riem. O casal sai e a caixa desfaz-se: "De mão dada e tudo! Os filhos da p...". Fernando e Vicente avançam para o Mercado do Bolhão. "Ainda falam que os nossos filhos andam com uma e com outra, mais vale gostar de mulheres", advoga uma vendedora. "Coitadinhos", suspira outra. "Ordinários", ouve-se mais à frente. "Infelizmente, é para o que estica." Olhares, risos. Rua acima, rua abaixo. Junto ao Instituto Abel Salazar, uma estudante goza: "Acho que vou vomitar". Frente ao Hospital de Santo António, uma mulher chama o marido: "Nando! Olha ali para o teu lado esquerdo!". O Porto homofóbico apanhado, ao acaso, na rua, pelos Panteras Rosa. Se calhar é sempre assim. A.C.P. "
segunda-feira, abril 09, 2007
PSP Porto Homofóbica
Casal homossexual de férias no Porto acusa polícias de insultos e ameaça de agressão
07 de Abril, notícia LUSA in PUBLICO.
Ainda esta semana foi relatada às Panteras uma outra situação de provocação homofóbica por parte de agentes da PSP do Porto, neste caso do Corpo de Intervenção, sobre a qual vai também ser apresentada queixa.
07 de Abril, notícia LUSA in PUBLICO.
Ainda esta semana foi relatada às Panteras uma outra situação de provocação homofóbica por parte de agentes da PSP do Porto, neste caso do Corpo de Intervenção, sobre a qual vai também ser apresentada queixa.
domingo, fevereiro 25, 2007
Um ano depois

2 de Março, 21h00
Espaço 555, rua do almada 555, Porto
Entrada Livre
"Discriminações, violência e desprotecção de menores", à conversa com Esmeralda Mateus (presidente da Associação de Moradores do Bº de Aldoar), José Pinto (Chalana, assistente social), Cidália Queirós (socióloga, Instituto Superior de Serviço Social do Porto, associação Qualificar Para Incluir) e Sérgio Vitorino (Panteras Rosa).
Projecção de documentário.
Intervenção artística
Encenação de um excerto da peça "the laramie Project"Exposição de fotografias e tela de homenagem a Gisberta.
VER TAMBÉM (1 de Março, 18h, Entrada Livre):
"Procurando uma Cidadania Sexual e de Género: Acção Política e Reflexões em torno das Discriminações Sociais" - Seminário da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.
(por lapso da FPCE-UP, no Programa, lê-se "movimento Transgénero" onde devia ler-se "movimento LGBT")
Etiquetas: Porto
quarta-feira, julho 12, 2006
MARCHAS LISBOA E PORTO - FOTOS
Já podeis encontrar na página das panteras rosa, a partir do link www.panterasrosa.com/menu duas foto-reportagens das Marchas do Orgulho LGBT 2006 em Lisboa e no Porto. Quando tivermos, disponibilizaremos também imagens da nossa participação no Araial pride (Lisboa) e no Porto Pride.

Um destaque especial para a Marcha do Porto, que foi a primeira de sempre na cidade e um sucesso estrondoso que merece algumas referências:
- a presença de alguns (poucos) elementos da extrema-direita que tentaram provocar a marchas com pichagens homofóbicas ("paneleiros não obrigado", "gays para a forca", "gay suicida-te", etc) e uma faixa contra o "lobbie gay", acabou por beneficiar a própria cobertura mediática do evento, ao demonstrar melhor do que nós mesmos seríamos capazes porque era importante avançar com aquele evento;
- a realização desta Marcha foi o resultado da conjugação de esforços de activistas já de longa data com uma nova geração de activistas e colectivos que claramente tomaram forma naquela cidade no último ano. Nada voltará a ser o mesmo por ali, agora falta apenas exportar a dinâmica para outras zonas do País.
- o manifesto da Marcha do Porto foi um exemplo de construção partilhada, entre muitos movimentos LGBT e não-LGBT, de um verdadeiro texto unitário, que reflectiu as preocupações dos distintos movimentos, sem tentar afunilar - pelo contrário, expandiu - a agenda das reivindicações LGBT portuguesas. Um esforço notável para um manifesto que ficará na história do movimento.
- LAST BUT NOT LEAST - esta Marcha, com a sua força, foi a melhor resposta pública aos desenvolvimentos do julgamento dos jovens assassinos da transexual Gisberta, cuja farsa vai já tão longe que a própria imprensa tem criticado abertamente os procedimentos em curso e a actuação do Ministério Público. Já vimos de tudo: desde teses equivalentes à ideia de que se dispararmos sobre alguém não somos nós que matamos, mas sim a bala (no caso da Gisberta, segundo o Ministério Público, não foi quem a lançou ao poço, mas sim a água que a afogou, e daí não haver acusação de homicídio), até à tentativa de justificar a morte não com as agressões e posterior afogamento, mas sim com as doenças que fragilizavam a vítima antes das agressões.
Sim, a Marcha do Porto foi uma resposta digna ao decorrer deste julgamento. Mas até final do mês o filme judicial prosseguirá, e tudo indica que a nossa indignação terá que voltar a fazer-se ouvir, porque uma sentença que brabqueie o que se passou não é aceitável e não pode sair cá para fora sem uma resposta clara.
Já nas Marchas o exprimimos, e repetimos: em nome de todas as trans que continuam a sofrer discriminação, agressão e assassinato neste país e em todo o mundo, dentro e fora da comunidade LGBT, GISBERTA É MESMO UM NOME A NÃO ESQUECER!

Um destaque especial para a Marcha do Porto, que foi a primeira de sempre na cidade e um sucesso estrondoso que merece algumas referências:
- a presença de alguns (poucos) elementos da extrema-direita que tentaram provocar a marchas com pichagens homofóbicas ("paneleiros não obrigado", "gays para a forca", "gay suicida-te", etc) e uma faixa contra o "lobbie gay", acabou por beneficiar a própria cobertura mediática do evento, ao demonstrar melhor do que nós mesmos seríamos capazes porque era importante avançar com aquele evento;
- a realização desta Marcha foi o resultado da conjugação de esforços de activistas já de longa data com uma nova geração de activistas e colectivos que claramente tomaram forma naquela cidade no último ano. Nada voltará a ser o mesmo por ali, agora falta apenas exportar a dinâmica para outras zonas do País.
- o manifesto da Marcha do Porto foi um exemplo de construção partilhada, entre muitos movimentos LGBT e não-LGBT, de um verdadeiro texto unitário, que reflectiu as preocupações dos distintos movimentos, sem tentar afunilar - pelo contrário, expandiu - a agenda das reivindicações LGBT portuguesas. Um esforço notável para um manifesto que ficará na história do movimento.
- LAST BUT NOT LEAST - esta Marcha, com a sua força, foi a melhor resposta pública aos desenvolvimentos do julgamento dos jovens assassinos da transexual Gisberta, cuja farsa vai já tão longe que a própria imprensa tem criticado abertamente os procedimentos em curso e a actuação do Ministério Público. Já vimos de tudo: desde teses equivalentes à ideia de que se dispararmos sobre alguém não somos nós que matamos, mas sim a bala (no caso da Gisberta, segundo o Ministério Público, não foi quem a lançou ao poço, mas sim a água que a afogou, e daí não haver acusação de homicídio), até à tentativa de justificar a morte não com as agressões e posterior afogamento, mas sim com as doenças que fragilizavam a vítima antes das agressões.
Sim, a Marcha do Porto foi uma resposta digna ao decorrer deste julgamento. Mas até final do mês o filme judicial prosseguirá, e tudo indica que a nossa indignação terá que voltar a fazer-se ouvir, porque uma sentença que brabqueie o que se passou não é aceitável e não pode sair cá para fora sem uma resposta clara.
Já nas Marchas o exprimimos, e repetimos: em nome de todas as trans que continuam a sofrer discriminação, agressão e assassinato neste país e em todo o mundo, dentro e fora da comunidade LGBT, GISBERTA É MESMO UM NOME A NÃO ESQUECER!
Etiquetas: Porto
domingo, junho 18, 2006
COMEMORAÇÕES JUNHO/ JULHO
LISBOA, SÁBADO, 24 de JUNHO:
Marcha do Orgulho LGBT 2006 - 15:00
X Arraial Pride - 18:00


CAMPANHA NACIONAL, NA SEMANA do 28 de JUNHO:

ACABAR DE VEZ COM A DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS
NA DOAÇÃO DE SANGUE
LISBOA, QUARTA, 28 de JUNHO, 22H ESPAÇO KARNART
APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO "GISBERTA-LIBERDADE"
Terá lugar no ESPAÇOKARNART, no próximo dia 28 de Junho pelas 22h, a estreia do filme GISBERTA LIBERDADE , de Jó Bernardo e Jo Schedlbauer . Uma iniciativa que é uma parceria KARNART C. P. O. A. A. Panteras Rosa Associação @T. (http://a-trans.planetaclix.pt/) e celebra o dia mundial de libertação LGBT. O filme, de carácter documental, foi realizado em reacção ao brutal assassínio da transsexual Gisberta Salce Júnior no passado mês de Fevereiro na cidade do Porto, e aborda não apenas este crime em particular mas as vivências transexuais em Portugal. À exibição seguir-se-á um debate público. KARNART - Criação e Produção de Objectos Artísticos, Associação Rua da Escola de Medicina Veterinária, 21, 1000-127 LisboaTel. 213 152 192 Fax. 213 152 192 www.karnart.org
COIMBRA, 28 de JUNHO, 21H, GALERIA-BAR SANTA CLARA
PRIDE FEST
As associações não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, e rede ex aequo, organizam no dia mundial da libertação LGBT um debate-festa intitulado "Pride Fest", seguido de um momento de festa com DJ.
PORTO, SÁBADO, 8 de JULHO:
Marcha do Orgulho LGBT 2006 - 15:00
Porto Pride 2006 - 22:00

As Panteras Rosa estão a organizar viagens a baixo custo para quem quiser deslocar-se ao Porto no próximo dia 8 de Julho para reforçar a primeira Marcha do Orgulho LGBT naquela cidade e participar igualmente, à noite, no Porto Pride. Devido ao facto de os orçamentos de aluguer de camionetas estarem actualmente muito inflaccionados, as viagens serão organizadas com base em carros particulares.
Assim, agradecemos que entrem em contacto connosco panteras.rosas@sapo.pt , as pessoas interessadas em beneficiar destas viagens, seja a partir de Lisboa seja de outros pontos do país, bem como aquelas que querendo fazê-lo possuem viatura própria com lugares disponíveis.
Tentaremos a partir dessas inscrições coordenar a distribuição de pessoas pelas viaturas disponíveis, sendo que os ocupantes de cada automóvel partilharão solidariamente as despesas da viagem.
Nas inscrições, deverão indicar cidade de partida e horário desejável de regresso (muitas pessoas vão apenas regressar na manhã de dia 9 para estarem durante a noite no Porto Pride)
Marcha do Orgulho LGBT 2006 - 15:00
X Arraial Pride - 18:00


CAMPANHA NACIONAL, NA SEMANA do 28 de JUNHO:

ACABAR DE VEZ COM A DISCRIMINAÇÃO DE HOMOSSEXUAIS
NA DOAÇÃO DE SANGUE
LISBOA, QUARTA, 28 de JUNHO, 22H ESPAÇO KARNART
APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTÁRIO "GISBERTA-LIBERDADE"Terá lugar no ESPAÇOKARNART, no próximo dia 28 de Junho pelas 22h, a estreia do filme GISBERTA LIBERDADE , de Jó Bernardo e Jo Schedlbauer . Uma iniciativa que é uma parceria KARNART C. P. O. A. A. Panteras Rosa Associação @T. (http://a-trans.planetaclix.pt/) e celebra o dia mundial de libertação LGBT. O filme, de carácter documental, foi realizado em reacção ao brutal assassínio da transsexual Gisberta Salce Júnior no passado mês de Fevereiro na cidade do Porto, e aborda não apenas este crime em particular mas as vivências transexuais em Portugal. À exibição seguir-se-á um debate público. KARNART - Criação e Produção de Objectos Artísticos, Associação Rua da Escola de Medicina Veterinária, 21, 1000-127 LisboaTel. 213 152 192 Fax. 213 152 192 www.karnart.org
COIMBRA, 28 de JUNHO, 21H, GALERIA-BAR SANTA CLARA
PRIDE FEST
As associações não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, e rede ex aequo, organizam no dia mundial da libertação LGBT um debate-festa intitulado "Pride Fest", seguido de um momento de festa com DJ.
PORTO, SÁBADO, 8 de JULHO:
Marcha do Orgulho LGBT 2006 - 15:00
Porto Pride 2006 - 22:00

As Panteras Rosa estão a organizar viagens a baixo custo para quem quiser deslocar-se ao Porto no próximo dia 8 de Julho para reforçar a primeira Marcha do Orgulho LGBT naquela cidade e participar igualmente, à noite, no Porto Pride. Devido ao facto de os orçamentos de aluguer de camionetas estarem actualmente muito inflaccionados, as viagens serão organizadas com base em carros particulares.
Assim, agradecemos que entrem em contacto connosco panteras.rosas@sapo.pt , as pessoas interessadas em beneficiar destas viagens, seja a partir de Lisboa seja de outros pontos do país, bem como aquelas que querendo fazê-lo possuem viatura própria com lugares disponíveis.
Tentaremos a partir dessas inscrições coordenar a distribuição de pessoas pelas viaturas disponíveis, sendo que os ocupantes de cada automóvel partilharão solidariamente as despesas da viagem.
Nas inscrições, deverão indicar cidade de partida e horário desejável de regresso (muitas pessoas vão apenas regressar na manhã de dia 9 para estarem durante a noite no Porto Pride)
Etiquetas: Porto
GISBERTA NO PARLAMENTO EUROPEU
Reproduzimos abaixo um 'post' da eurodeputada Ana Gomes, pirateado do blog Causa Nossa
GISBERTA
"O Parlamento Europeu aprovou ontem uma resolução de condenação e apelo à luta contra a impunidade dos crimes de ódio racista ou homofóbico. O segundo parágrafo enumera uma série de casos recentemente ocorridos em vários países europeus:
"2. Condena firmemente todos os ataques de natureza racista e motivados pelo ódio e insta todas as autoridades nacionais a fazerem tudo o que possam para punir os responsáveis e para combater a impunidade no que diz respeito a esses ataques; manifesta a sua solidariedade para com todas as vítimas de tais ataques e para com as suas famílias, nomeadamente:
- o assassínio premeditado de uma mulher negra de nacionalidade maliana e de uma criança belga da qual era ama, perpetrado em Antuérpia, em 12 de Maio do presente ano, por um jovem belga simpatizante da extrema-direita, o qual havia, momentos antes, ferido gravemente uma mulher de origem turca na tentativa de a matar;
- o homicídio de um jovem de 16 anos em Janeiro de 2006 e de outro de 17 anos em Abril de 2006, em Bruxelas, e exprime a sua indignação com a cobertura destes crimes efectuada por alguns órgãos de comunicação social, que, em certas ocasiões, levaram à criminalização injustificada de comunidades inteiras por parte da opinião pública;
- o rapto, tortura e assassínio de Ilan Halimi, no passado mês de Fevereiro, em França, por um "gang" de 22 pessoas de diferentes origens e expressa a sua particular preocupação face à dimensão anti-semita deste crime;
- o homicídio de Chaïb Zehaf, perpetrado em Março passado, em França, devido à sua origem étnica;
- o brutal ataque de que foi alvo um cidadão alemão de origem etíope, Kevin K., na aldeia de Poemmelte na Saxónia-Anhalt, em 9 de Janeiro de 2006, atendendo sobretudo à sua motivação racista;
- a tortura e o homicídio hediondos de Gisberta, um transsexual que vivia na cidade portuguesa do Porto, cometidos em Fevereiro de 2006 por um grupo de adolescentes e pré-adolescentes menores;
- o ataque perpetrado contra Michael Schudrich, Grande rabino da Polónia, que teve lugar em Varsóvia, bem como as declarações de um destacado membro da Liga das Famílias Polacas incitando à violência contra a comunidade LGBT no contexto da marcha em prol da tolerância e da igualdade;
- a agressão de que foi vítima em 8 de Abril de 2006 Fernando Ujiguilete, português de origem guineense, na localidade de Castellar del Vallès, Espanha; devido a esta agressão, de índole racista, Fernando Ujiguilete esteve internado vários dias num hospital;
- o aumento das agressões e das palavras de ordem e cânticos de índole racista que ocorrem nos estádios de futebol por parte de simpatizantes da ideologia neonazi".
Nessa resolução eu introduzi a referência ao assassinato de Gisberta. Porque não desvalorizo as implicações de grave doença social que tal crime, ainda por cima cometido por crianças, demonstra. Porque não concordo com quem sustenta que Portugal esteja numa categoria à parte, pretensamente menos grave, entre os países europeus onde se assiste a uma escalada de manifestações e organizações racistas, xenófobas e homofóbicas. Porque não estou no PE para fingir que em Portugal não há problemas, como a reaccionária cultura machista que alimenta perversões homofóbicas, a ponto de induzir menores a matar com requintes de malvadez uma pessoa doente e muito fragilizada. Porque estou no PE para o utilizar. Para reforçar ou forçar a mão de autoridades que devem fazer justiça e fomentar a cultura da tolerância, respeito pela diversidade e respeito pelos direitos humanos. Porque, já lá dizia Burke no sec. XVIII, "Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada" ("All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing." Edmund Burke, político e filósofo irlandês, 1729 - 1797)". [Publicado por Ana Gomes]
GISBERTA
"O Parlamento Europeu aprovou ontem uma resolução de condenação e apelo à luta contra a impunidade dos crimes de ódio racista ou homofóbico. O segundo parágrafo enumera uma série de casos recentemente ocorridos em vários países europeus:
"2. Condena firmemente todos os ataques de natureza racista e motivados pelo ódio e insta todas as autoridades nacionais a fazerem tudo o que possam para punir os responsáveis e para combater a impunidade no que diz respeito a esses ataques; manifesta a sua solidariedade para com todas as vítimas de tais ataques e para com as suas famílias, nomeadamente:
- o assassínio premeditado de uma mulher negra de nacionalidade maliana e de uma criança belga da qual era ama, perpetrado em Antuérpia, em 12 de Maio do presente ano, por um jovem belga simpatizante da extrema-direita, o qual havia, momentos antes, ferido gravemente uma mulher de origem turca na tentativa de a matar;
- o homicídio de um jovem de 16 anos em Janeiro de 2006 e de outro de 17 anos em Abril de 2006, em Bruxelas, e exprime a sua indignação com a cobertura destes crimes efectuada por alguns órgãos de comunicação social, que, em certas ocasiões, levaram à criminalização injustificada de comunidades inteiras por parte da opinião pública;
- o rapto, tortura e assassínio de Ilan Halimi, no passado mês de Fevereiro, em França, por um "gang" de 22 pessoas de diferentes origens e expressa a sua particular preocupação face à dimensão anti-semita deste crime;
- o homicídio de Chaïb Zehaf, perpetrado em Março passado, em França, devido à sua origem étnica;
- o brutal ataque de que foi alvo um cidadão alemão de origem etíope, Kevin K., na aldeia de Poemmelte na Saxónia-Anhalt, em 9 de Janeiro de 2006, atendendo sobretudo à sua motivação racista;
- a tortura e o homicídio hediondos de Gisberta, um transsexual que vivia na cidade portuguesa do Porto, cometidos em Fevereiro de 2006 por um grupo de adolescentes e pré-adolescentes menores;
- o ataque perpetrado contra Michael Schudrich, Grande rabino da Polónia, que teve lugar em Varsóvia, bem como as declarações de um destacado membro da Liga das Famílias Polacas incitando à violência contra a comunidade LGBT no contexto da marcha em prol da tolerância e da igualdade;
- a agressão de que foi vítima em 8 de Abril de 2006 Fernando Ujiguilete, português de origem guineense, na localidade de Castellar del Vallès, Espanha; devido a esta agressão, de índole racista, Fernando Ujiguilete esteve internado vários dias num hospital;
- o aumento das agressões e das palavras de ordem e cânticos de índole racista que ocorrem nos estádios de futebol por parte de simpatizantes da ideologia neonazi".
Nessa resolução eu introduzi a referência ao assassinato de Gisberta. Porque não desvalorizo as implicações de grave doença social que tal crime, ainda por cima cometido por crianças, demonstra. Porque não concordo com quem sustenta que Portugal esteja numa categoria à parte, pretensamente menos grave, entre os países europeus onde se assiste a uma escalada de manifestações e organizações racistas, xenófobas e homofóbicas. Porque não estou no PE para fingir que em Portugal não há problemas, como a reaccionária cultura machista que alimenta perversões homofóbicas, a ponto de induzir menores a matar com requintes de malvadez uma pessoa doente e muito fragilizada. Porque estou no PE para o utilizar. Para reforçar ou forçar a mão de autoridades que devem fazer justiça e fomentar a cultura da tolerância, respeito pela diversidade e respeito pelos direitos humanos. Porque, já lá dizia Burke no sec. XVIII, "Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada" ("All that is necessary for the triumph of evil is that good men do nothing." Edmund Burke, político e filósofo irlandês, 1729 - 1797)". [Publicado por Ana Gomes]
Etiquetas: Gisberta, Porto, transfobia
quinta-feira, maio 25, 2006
GISBERTA Apelo à Acção Internacional 8 de Junho
Calendário de EVENTOS NACIONAIS:
8 de Junho:
Sessão Pública no Porto: Sessão Pública de Debate e exibição do documentário “Gisberta – Liberdade”, às 21h30 Academia Contemporânea do Espectáculo, Praceta Coronel Pacheco (Panteras Rosa, @t. ILGA-Portugal, Rede Ex-Aequo, não te prives, Clube Safo, PortugalGay.PT)
Lisboa: Conferência de Imprensa: apresentação do manifesto dos movimentos europeus contra sobre o assassinato de Gisberta e a transfobia em Portugal. Frente à escadaria da Assembleia da República, 12h. Levaremos máscaras com o rosto de Gisberta, para que o poder político não possa esquecê-lo. (@t,. Panteras Rosa, rede rede ex aequo, não te prives, Clube Safo, Opus Gay)
Coimbra: Sessão Pública de Debate e exibição do documentário “Gisberta – Liberdade”. 21h30 na cave da Galeria Bar Santa Clara.
Faro: Instituto Português da Juventude de Faro, Rua da PSP (ao pé do Jardim Alameda e da Biblioteca Municipal) às 20h30 (rede ex aequo)
10 de Junho:
Braga: Estaleiro Cultural Velha-a-Branca - Largo Senhora-a-Branca, nº23, 16h (rede ex aequo)
Porto: Local: Espaço T - Rua do Sol, n. 14 Porto (Escola EB1 da Sé), às 16h (rede ex aequo)
ALGUMAS ACÇÕES INTERNACIONAIS CONFIRMADAS:
8 Junho:
Itália: manifestações frente aos consulados portugueses em várias cidades
Milão: 10.00 em frente ao Consulado Português
Itália: Turim - acção frente ao consulado português
Vienna (Austria) - manifestação frente à Embaixada Portuguesa
Berlin, Munich (Alemanha) - ídem
Manifestações em Barcelona, Madrid e no País Basco frente aos consulados e embaixada
Paris - concentração frente ao consulado português
Brasil - Rio Grande do Sul - Porto Alegre - consulado de Portugal em Porto Alegre - entrega de uma moção de repúdio ao governo português.
09/06
São Paulo - sessão solene do orgulho GLBT na assembléia legislativa do Estado de São Paulo com uma homenagem póstuma a GISBERTA, com presença da família.
Itália - Roma 10.00 - frente à Embaixada Portuguesa
Manifesto Internacional
Assassinato de transsexual em Portugal. Encobrimento de um crime de ódio.
Fevereiro de 2006, Gisberta Salce Júnior, transsexual brasileira a viver em extrema exclusão social na cidade portuguesa do Porto, foi torturada e violada com paus no ânus durante um período de três dias para depois ser atirada para um poço e deixada morrer numa obra abandonada.
Um grupo de 12 a 14 rapazes adolescentes, entre os 12 e os 16 anos, confessaram o crime. Os jovens viviam numa “instituição de Protecção de Menores” dirigida pela Igreja Católica.
O chamado sistema de “protecção de menores” empurra metade dos “menores protegidos” para instituições da Igreja católica, mistura crianças necessitadas de protecção contra situações de violência doméstica com jovens institucionalizados por razões penais e assenta num sistema de “armazéns de crianças” sobrelotados que não garantem educação ou sequer protecção a estas crianças e jovens, mas que pelo contrário garantem a exclusão social Uma mudança neste sistema precisa de um real investimento do Estado para promover um sistema de efectiva protecção, cuidado e educação assim como formação específica para os juízes dos Tribunais de Menores, que é hoje inexistente.
Gisberta tinha uma saúde precária. Tinha HIV Positivo e tuberculose. Vivia nas ruas e prostituía-se para ganhar algum dinheiro.
Este crime teve cobertura enganosa da imprensa portuguesa. O poder judicial minimizou-o e o político ignorou-o. O engano abrangeu a tentativa de desumanizar Gisberta. A imprensa recusou a publicação da sua fotografia, fazendo eco da hierarquia da Igreja insinuando que ela teria assediado os rapazes, omitindo o facto de que ela era transsexual e ignorando as tomadas de posição públicas das organizações LGBT.
Em Portugal, tudo o que é possível está a ser feito para esquecer este horrível crime – sem consequências, acções judiciais ou mudanças nas leis.
A exclusão social e degradação de Gisberta Salce Júnior expõem claramente a marginalização de transsexuais em Portugal. Este caso é uma clara demonstração de um alto nível de agressão e de atitudes transfóbicas na sociedade portuguesa. Mas qualquer qualquer debate público sobre o caso é abafado em Portugal antes mesmo de começar - e não poderá recomeçar sem pressão internacional.
Por isso, a European Trangender Network em cooperação com organizações portuguesas envia este apelo para uma acção internacional a 8 de Junho em frente às embaixadas e consulados portugueses com o objectivo de expressar apoio aos esforços dos activistas portugueses e pressionar o governo português a assumir as suas responsabilidades face a este crime de ódio.
Queremos:
*reestruturação profunda do sistema de “protecção de menores” em Portugal (*)
*uma política social de assistência a grupos marginalizados – incluindo imigrantes, pessoas com HIV, sem-abrigo, utilizadores de drogas e trabalhadores do sexo – em vez de uma política de exclusão.
*a inclusão explícita da “identidade de género” em legislação anti-discriminatória e protecção na legislação penal face a crimes de ódio motivados pela transfobia.
*iniciativas para promover o conhecimento da situação das pessoas transgénero e o trabalho contra atitudes transfóbicas e homofóbicas, na escola, no local de trabalho, nas forças policias e na população em geral.
*total reconhecimento de género, incluindo o direito de escolher livremente os primeiros nomes e uma lei de “reconhecimento de género” semelhante à “Gender Recognition Act of 2004” britânica.
*tratamento médico de transsexuais menos condescendente, incluindo acesso livre a tratamentos médicos e à livre escolha dos profissionais de saúde, apoio financeiro para cirurgias e tratamentos no estrangeiro, promoção da formação médica correcta para esta área no sistema de saúde português.
Um documentário – “Gisberta Liberdade” – foi realizado pela TGEUnet e activistas portugueses. Este filme em DVD estará disponível a partir de 26 de Maio e poderá ser pedido para os contactos indicados em baixo para suportar a discussão internacional e a mobilização para 8 de Junho.
CAMPANHA INTERNACIONAL:
http://tgeu.net * tgeurope@tgeu.net
Etiquetas: Gisberta, Porto, transfobia
Marcha LGBT no Porto já este ano
Divulgamos comunicado emitido pelas associações que se encontram a organizar o evento:
"Um grupo de colectivos e activistas ligados ao movimento LGBT e a outros movimentos sociais está a organizar uma marcha do orgulho LGBT na cidade do Porto, a realizar-se no dia 8 de Julho do corrente ano.
Esta marcha tem a sua origem em Nova Iorque, EUA, onde, dia 28 de Junho de 1969, no bar Stone Wall Inn, homossexuais resistiram publicamente à descriminação e violência. A partir desta data histórica, as mais importantes cidades do mundo organizam anualmente a Marcha do Orgulho LGBT.
Hoje, mais do que nunca, tornou-se imperativo prosseguir com esta iniciativa que visa, não só despertar a região para as diferentes orientações sexuais e identidades de género, mas também espertar consciências e consequências, tanto a nível cívico como legal, fomentando uma cultura política e social de igualdade. Acima de tudo, este é o momento de dizermos BASTA!Basta de transfobia, bifobia, homofobia (em qualquer das suas vertentes: lesbofobia ou gayfobia), como motivo de tantas violências e discriminações.Este foi o ano do assassinato de Gisberta (transexual, imigrante, HIV+, sem abrigo..), violentada e morta no Campo 24 de Agosto.
Este é o ano em que queremos sair para a rua e afirmarmos a nossa identidade enquanto cidadãos, consecutivamente votada ao esquecimento, à marginalização, à guetização e à violência nas suas formas mais brutais. Todos percorremos caminhos diferentes, mas convergimos hoje em torno de um objectivo comum. E é na procura de convergências cada vez mais alargadas e inclusivas, que vimos convidar a vossa associação a colaborar na organização desta marcha. A marcha acontecerá, como já foi referido, no dia 8 de Julho e partirá do Campo 24 de Agosto, pelas 15h, em direcção à praça D. João I, onde desembocará numa sessão pública, com leitura de um manifesto e posterior animação de rua. Encontramo-nos neste momento em fase de arranque, estabelecendo contactos e organizando tarefas.Gostaríamos de contar, da vossa parte, com a participação na construção deste evento e na elaboração de um manifesto que expresse todas as nossas reivindicações".
A organização da marcha do orgulho LGBT do Porto 2006
orgulhoporto@gmail.com
"Um grupo de colectivos e activistas ligados ao movimento LGBT e a outros movimentos sociais está a organizar uma marcha do orgulho LGBT na cidade do Porto, a realizar-se no dia 8 de Julho do corrente ano.
Esta marcha tem a sua origem em Nova Iorque, EUA, onde, dia 28 de Junho de 1969, no bar Stone Wall Inn, homossexuais resistiram publicamente à descriminação e violência. A partir desta data histórica, as mais importantes cidades do mundo organizam anualmente a Marcha do Orgulho LGBT.
Hoje, mais do que nunca, tornou-se imperativo prosseguir com esta iniciativa que visa, não só despertar a região para as diferentes orientações sexuais e identidades de género, mas também espertar consciências e consequências, tanto a nível cívico como legal, fomentando uma cultura política e social de igualdade. Acima de tudo, este é o momento de dizermos BASTA!Basta de transfobia, bifobia, homofobia (em qualquer das suas vertentes: lesbofobia ou gayfobia), como motivo de tantas violências e discriminações.Este foi o ano do assassinato de Gisberta (transexual, imigrante, HIV+, sem abrigo..), violentada e morta no Campo 24 de Agosto.
Este é o ano em que queremos sair para a rua e afirmarmos a nossa identidade enquanto cidadãos, consecutivamente votada ao esquecimento, à marginalização, à guetização e à violência nas suas formas mais brutais. Todos percorremos caminhos diferentes, mas convergimos hoje em torno de um objectivo comum. E é na procura de convergências cada vez mais alargadas e inclusivas, que vimos convidar a vossa associação a colaborar na organização desta marcha. A marcha acontecerá, como já foi referido, no dia 8 de Julho e partirá do Campo 24 de Agosto, pelas 15h, em direcção à praça D. João I, onde desembocará numa sessão pública, com leitura de um manifesto e posterior animação de rua. Encontramo-nos neste momento em fase de arranque, estabelecendo contactos e organizando tarefas.Gostaríamos de contar, da vossa parte, com a participação na construção deste evento e na elaboração de um manifesto que expresse todas as nossas reivindicações".
A organização da marcha do orgulho LGBT do Porto 2006
orgulhoporto@gmail.com
Etiquetas: Porto
quarta-feira, maio 17, 2006
GISBERTA: 8 DE JUNHO, DIA DE PROTESTO INTERNACIONAL
COMUNICADO DE IMPRENSA
17 DE MAIO - DIA MUNDIAL CONTRA A HOMOFOBIA
PANTERAS ROSA EXIGEM RESPEITO PELA VIDA HUMANA
No Dia Mundial Contra a Homofobia (IDAHO), que hoje se assinala em todo o mundo, o movimento Panteras Rosa - Frente de Combate à Homofobia - condena publicamente o Estado Português e os dirigentes nacionais pela sua incapacidade em assegurar o respeito pelos mais básicos direitos da pessoa humana, e desafiam o Governo e os grupos parlamentares na Assembleia da República a oficializar e traduzir em medidas a presente data como Dia Nacional Contra a Homofobia e a Transfobia , em memória de Gisberta Salce Júnior, a sem-abrigo, transexual, imigrante, seropositiva e prostituta que foi torturada, violada e morta em Fevereiro por um bando de rapazes no Porto.
Pelos factores de exclusão que acumulava, Gisberta é um símbolo da incapacidade do Estado - e do sistema económico e político - em garantir políticas sociais e pelos Direitos Humanos que combatam a exclusão e a degradação humanas, ao invés de promovê-las. Pelo contrário, cada vez mais direitos sociais, laborais e humanos estão a ser destruídos, e cada vez mais cidadãos/ãs são hoje empurrados/as para a exclusão extrema.
Mas nunca um crime motivado pelo(s) preconceito(s) foi tão desconsiderado e deturpado em Portugal, a ponto de a justiça acabar por qualificar os acontecimentos como de mera agressão. Porque a vítima era transexual? Porque o crime voltou pela milésima vez a demonstrar o sistema de (des)protecção de menores que existe em Portugal e a cuja profunda reforma o Estado resiste a todo o custo? Deste crime horrível nada parece resultar: nem conclusões, nem preocupação consequente, nem reflexão legislativa ou social. Tudo se esquece, tudo passou.
Para que assim não seja, no Dia Mundial Contra a Homofobia, as Panteras Rosa anunciam um dia internacional de luta contra a transfobia em Portugal.
8 de Junho será uma data de convocação de protestos junto dos consulados portugueses em variados países - e também para acção em Portugal - para exprimir a indignação pública contra o crime que vitimou Gisberta e que foi claramente deficitária nacionalmente. E também para dirigir ao governo português uma série de reivindicações contidas num apelo internacional que amanhã será divulgado junto da imprensa e dos movimentos sociais nacionais, ao mesmo tempo que a sua divulgação internacional.
Nos próximos dias e semanas, estará disponível nos websites http://tgeu.net * tgeurope@tgeu.net, e também aqui no blog das Panteras Rosa, toda a informação sobre os países e os moldes em que decorrerá este protesto internacional, com particular incidência na Europa.
17 DE MAIO - DIA MUNDIAL CONTRA A HOMOFOBIA
PANTERAS ROSA EXIGEM RESPEITO PELA VIDA HUMANA
No Dia Mundial Contra a Homofobia (IDAHO), que hoje se assinala em todo o mundo, o movimento Panteras Rosa - Frente de Combate à Homofobia - condena publicamente o Estado Português e os dirigentes nacionais pela sua incapacidade em assegurar o respeito pelos mais básicos direitos da pessoa humana, e desafiam o Governo e os grupos parlamentares na Assembleia da República a oficializar e traduzir em medidas a presente data como Dia Nacional Contra a Homofobia e a Transfobia , em memória de Gisberta Salce Júnior, a sem-abrigo, transexual, imigrante, seropositiva e prostituta que foi torturada, violada e morta em Fevereiro por um bando de rapazes no Porto.
Pelos factores de exclusão que acumulava, Gisberta é um símbolo da incapacidade do Estado - e do sistema económico e político - em garantir políticas sociais e pelos Direitos Humanos que combatam a exclusão e a degradação humanas, ao invés de promovê-las. Pelo contrário, cada vez mais direitos sociais, laborais e humanos estão a ser destruídos, e cada vez mais cidadãos/ãs são hoje empurrados/as para a exclusão extrema.
Mas nunca um crime motivado pelo(s) preconceito(s) foi tão desconsiderado e deturpado em Portugal, a ponto de a justiça acabar por qualificar os acontecimentos como de mera agressão. Porque a vítima era transexual? Porque o crime voltou pela milésima vez a demonstrar o sistema de (des)protecção de menores que existe em Portugal e a cuja profunda reforma o Estado resiste a todo o custo? Deste crime horrível nada parece resultar: nem conclusões, nem preocupação consequente, nem reflexão legislativa ou social. Tudo se esquece, tudo passou.
Para que assim não seja, no Dia Mundial Contra a Homofobia, as Panteras Rosa anunciam um dia internacional de luta contra a transfobia em Portugal.
8 de Junho será uma data de convocação de protestos junto dos consulados portugueses em variados países - e também para acção em Portugal - para exprimir a indignação pública contra o crime que vitimou Gisberta e que foi claramente deficitária nacionalmente. E também para dirigir ao governo português uma série de reivindicações contidas num apelo internacional que amanhã será divulgado junto da imprensa e dos movimentos sociais nacionais, ao mesmo tempo que a sua divulgação internacional.
Nos próximos dias e semanas, estará disponível nos websites http://tgeu.net * tgeurope@tgeu.net, e também aqui no blog das Panteras Rosa, toda a informação sobre os países e os moldes em que decorrerá este protesto internacional, com particular incidência na Europa.
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quarta-feira, abril 12, 2006
Gisberta - Pedido de Imagens
Car@s, temos recebido informação sobre vários canais europeus de televisão que estão a preparar documentários sobre a morte da Gisberta. O mais recente vem de um canal de televisão queer austríaco. É por isso que insistimos com um pedido já feito.
As panteras agradecem a tod@s @s que têm, ou conhecem quem tenha, gravações vídeo (nem que seja gravadas num telemóvel) quer da cobertura mediática nas televisões portuguesas, quer das vigílias que tiveram lugar em Lisboa e no Porto (material editado ou não), que entrem em contacto connosco nas duas próximas semanas para que essas imagens possam ser utilizadas nos documentários.
As panteras agradecem a tod@s @s que têm, ou conhecem quem tenha, gravações vídeo (nem que seja gravadas num telemóvel) quer da cobertura mediática nas televisões portuguesas, quer das vigílias que tiveram lugar em Lisboa e no Porto (material editado ou não), que entrem em contacto connosco nas duas próximas semanas para que essas imagens possam ser utilizadas nos documentários.
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quarta-feira, abril 05, 2006
A Culpa é da morta *

Comunicado de Imprensa
Após aturado inquérito, a diocese do Porto concluiu que as Oficinas de S. José não terão qualquer responsabilidade no espancamento e assassinato de Gisberta. Para estes responsáveis eclesiásticos o facto da instituição que dirigem não possuir meios adequados para receber menores "com comportamentos delinquentes", justifica a ausência da sua responsabilidade particular no crime do Porto.
O inquérito conduzido pelo Conselho de Administração das Oficinas de S. José foi benevolente com…. as Oficinas de S. José. A diocese da Igreja Católica do Porto, entidade responsável pela guarda de tantas crianças em risco no país, vem esclarecer publicamente que afinal não tem qualquer responsabilidade quando alguma coisa corre mal. Não tem condições para as ter, mas tem estas crianças em situação difícil, a seu cargo. Não lhes pode prestar os cuidados e o acompanhamento devido, mas é à sua guarda que elas se transformam em tudo aquilo que serão no futuro.
O assassinato da Gisberta vem revelar em primeiro lugar a imensa debilidade e hipocrisia da política do Estado para com as crianças e jovens institucionalizados. A falta de meios, de condições pedagógicas e do mínimo investimento para ultrapassar esta situação tornou-se um dos problemas mais gritantes do país. Mas é preciso dizer que a Igreja é o principal cúmplice do Estado, parceira nesta irresponsabilidade criminosa, companheira de percurso e principal beneficiária dos poucos recursos atribuídos. Não podemos por isso aceitar que diocese do Porto venha dizer que não tem qualquer responsabilidade neste caso. Se reconhece que não tem condições para acompanhar os jovens das Oficinas de S. José, então feche a instituição. E quantas mais instituições sem condições mínimas estão a funcionar como "depósito" de crianças em risco?
Na Avenida Gonçalo Cristóvão, no Porto, as companheiras de Gisberta estão a ser alvo de um aumento das provocações transfóbicas e de situações de ameaça e agressão. Quantas Gisbertas terão que ser assassinadas para que a Igreja e os responsáveis governamentais entendam que a única garantia de integração social é aquela que gasta tempo, dinheiro e esforço com os jovens em risco e simultaneamente combate as discriminações?
Vivemos numa sociedade em que há crianças que são espancadas pela própria família, abandonadas pelos seus, objectos de comércio sexual, traficadas e escravizadas, abandonadas por todos e sem esperança de um dia poderem crescer sem medo. Para muitas a violência é a única linguagem que conhecem, o desprezo pela vida e dignidades humanas os valores que reproduzem e o ódio a pessoas como a Gisberta até os aproxima das atitudes da maioria, nomeadamente do discurso reproduzido pela Igreja Católica a propósito da diversidade sexual.
Suprema ironia, terá este crime hediondo sido para os seus jovens autores, uma forma de integração e normalização social?
*Não esquecemos, não podemos esquecer a tentativa de insinuação pública do responsável pelas Oficinas de S. José, Padre Lino Maia de que Gisberta perseguiria uma das crianças e o crime constituiria uma auto-defesa.
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quarta-feira, março 01, 2006
GISBERTA: AUTÓPSIA EM CURSO GERA DÚVIDAS

Press Release 01 Março 2006
Assassinato de sem-abrigo, transexual, imigrante, seropositiva, utilizadora de drogas, trabalhadora do sexo
GISBERTA: NOTÍCIA SOBRE AUTÓPSIA EM CURSO GERA DÚVIDAS RELEVANTES
Exm@s senhores/as jornalistas:
Estranhamos profundamente o teor de uma notícia presente no Jornal Público de ontem, segundo a qual "A causa da morte de Gisberta, a transexual espancada, a semana passada, no centro do cidade do Porto, continua por determinar. A autópsia, efectuada no Instituto de Medicina Legal do Porto, não foi conclusiva, não se sabendo assim o que causou exactamente a morte da vítima: se a agressão violenta, se as suas fragilidades de saúde ou mesmo se se tratou de afogamento. (...)”
Das duas uma: ou a notícia não está correcta, ou, a ter esta informação realmente por fonte o Instituto de Medicina Legal do Porto (IMLP), algo parece não bater certo. O Público acrescenta que a dificuldade no apuramento da causa da morte tem a ver com o estado clínico em que se encontrava a vítima.
Julgamos saber que é de fácil apuramento, no âmbito de uma autópsia, sobretudo num corpo que foi encontrado no dia seguinte ao óbito, se existiu ou não afogamento, pela simples verificação da existência – ou não – de água nos pulmões. Inquieta-nos profundamente a demora na resposta a uma pergunta aparentemente tão simples.
Mas na eventualidade de a causa da morte não ter sido afogamento, estranhamos de igual modo que a mesma notícia afirme que uma das possibilidades para a determinação da causa da morte sejam “as fragilidades de saúde da vítima”, podendo portanto a autópsia vir a negar que “a intervenção dos jovens foi causa directa da morte”, o que mudaria toda a moldura penal.
Mas a questão é só esta: hoje, estaria Gisberta morta, mesmo com o seu quadro clínico, se não fosse “a intervenção directa dos jovens?”
Não partilhamos das teses de que o importante agora será punir, ou de quem tenta usar este caso para baixar a idade da responsabilização criminal. Fundamental é prevenir e combater a acumulação de exclusões sociais que permitiram tal acto, e proteger legalmente futuras vítimas de crimes de ódio. Mas preocupa-nos o apuramento da verdade. A autópsia determinará todo o quadro legal de tipificação deste crime, sendo portanto uma questão vital que exige o máximo rigor informativo. Assim, vemos com extrema preocupação os dados ontem publicados, sobretudo se se verificar corresponderem à informação provinda do IMLP, e rogamos aos meios de comunicação social que esclareçam este aspecto.
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terça-feira, fevereiro 28, 2006
ALERTA - MANIPULAÇÂO GROSSEIRA DA AUTÓPSIA??!!
A NOTÍCIA DO PÚBLICO DE HOJE É A MAIS GRAVE QUE JÁ SAIU ATÉ AGORA: DAS DUAS UMA, OU O PÚBLICO NÃO ESTÁ A PUBLICAR INFORMAÇÃO CORRECTA, OU PREPARA-SE UMA MANIPULAÇÃO GROSSEIRA DA AUTÓPSIA!
"A causa da morte de Gisberta, a transexual espancada, a semana passada, no centro do cidade do Porto, continua por determinar. A autópsia, efectuada no Instituto de Medicina Legal do Porto, não foi conclusiva, não se sabendo assim o que causou exactamente a morte da vítima: se a agressão violenta, se as suas fragilidades de saúde ou mesmo se se tratou de afogamento". (...)
"À determinação da qualificação jurídica está também associada a pena de internamento que poderá ser aplicada aos jovens, ainda inimputáveis mas já passíveis de sanções no âmbito da Lei Tutelar de Menores. Que poderá ir até a um máximo de três anos de reclusão em regime fechado, mas apenas se o crime subjacente prever uma pena superior a oito anos de cadeia (o que apenas se verifica se a autópsia determinar que a intervenção dos jovens foi causa directa da morte da vítima)".
Isto não pode ser verdade! Se a causa da morte foi afogamento, os pulmões de Gisberta estarão cheios de água. Se a morte foi terça-feira e esta foi tirada do fosso na quarta, nem sequer há grande degradação interna do corpo. Não há como a autópsia não conseguir definir se os pulmões estavam ou não cheios de água. Meus amigos e minhas amigas: agora sim, estaremos perante o derradeiro e final branqueamento do assassinato?!!!!
Além disso, considera-se que há possibilidade de esta ter falecido pelo seu debilitado estado de saúde?!!!!!!! Como assim??!!!! Se uma pessoa tem um problema de coração, podendo viver mais 30 anos em circunstâncias normais, mas é agredida selvaticamente e tem um ataque, a causa da morte é a sua condição cardíaca????!!!!
A autópsia será determinante no julgamento deste processo. Se afirmar que a vítima morreu devido ao seu debilitado estado de saúde, o crime será judicialmente negado! Como é possível uma jornalista escrever uma peça destas sem questionar nada? É demasiado grave! Estamos perante o início de um processo do branqueamento judicial???!!!!
É preciso reagir a esta notícia e questionar!!!
"A causa da morte de Gisberta, a transexual espancada, a semana passada, no centro do cidade do Porto, continua por determinar. A autópsia, efectuada no Instituto de Medicina Legal do Porto, não foi conclusiva, não se sabendo assim o que causou exactamente a morte da vítima: se a agressão violenta, se as suas fragilidades de saúde ou mesmo se se tratou de afogamento". (...)
"À determinação da qualificação jurídica está também associada a pena de internamento que poderá ser aplicada aos jovens, ainda inimputáveis mas já passíveis de sanções no âmbito da Lei Tutelar de Menores. Que poderá ir até a um máximo de três anos de reclusão em regime fechado, mas apenas se o crime subjacente prever uma pena superior a oito anos de cadeia (o que apenas se verifica se a autópsia determinar que a intervenção dos jovens foi causa directa da morte da vítima)".
Isto não pode ser verdade! Se a causa da morte foi afogamento, os pulmões de Gisberta estarão cheios de água. Se a morte foi terça-feira e esta foi tirada do fosso na quarta, nem sequer há grande degradação interna do corpo. Não há como a autópsia não conseguir definir se os pulmões estavam ou não cheios de água. Meus amigos e minhas amigas: agora sim, estaremos perante o derradeiro e final branqueamento do assassinato?!!!!
Além disso, considera-se que há possibilidade de esta ter falecido pelo seu debilitado estado de saúde?!!!!!!! Como assim??!!!! Se uma pessoa tem um problema de coração, podendo viver mais 30 anos em circunstâncias normais, mas é agredida selvaticamente e tem um ataque, a causa da morte é a sua condição cardíaca????!!!!
A autópsia será determinante no julgamento deste processo. Se afirmar que a vítima morreu devido ao seu debilitado estado de saúde, o crime será judicialmente negado! Como é possível uma jornalista escrever uma peça destas sem questionar nada? É demasiado grave! Estamos perante o início de um processo do branqueamento judicial???!!!!
É preciso reagir a esta notícia e questionar!!!
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