segunda-feira, julho 04, 2005

Porto Pride

No sábado peguei nas coisas das panteras (que movimento tão móvel) e fui na minha lata até ao Porto para participar no Porto Pride.
Voltei muito contente, não só com o ambiente, com a forma como fomos bem recebidos, mas também pela quantidade de panteras locais que lá andavam para ajudar (obrigado André, Bruno, Maria e restantes).
Reforcei a minha impressão de sempre de que o pessoal do Porto (por viver um contexto mais homofóbico que o de Lisboa?) não só é mais consciente dos seus direitos, mas também mais radicalizado (nunca se esqueçam que ser radical é ir à raíz das coisas, o que é bom). Como me dizia o André, no Porto ou te escondes para sempre ou explodes desde logo e assumes o que tens a assumir, algo assim. Vivam as explosões identitárias :)
Conheci também o recém-formado GRIP, e ouvi o João Paulo, do PortugalGay.PT, organizador da coisa, a anunciar a vontade de passar esta festa, no próximo ano, para o exterior, e se possível marchar pela primeira vez também nas ruas do Porto. Julgo que está mais do que na hora de valorizar o potencial associativo que tem andado latente na segunda cidade do País, e creio que andam por lá activas várias pessoas dispostas a tomar a tarefa em mãos.
Também foi bom encontrar pessoas com quem partilhei momentos de luta no passado. A Adôa, por exemplo, que apareceu vestida tal e qual apareceu na primeiríssima Marcha do Orgulho em todas as fotos da faixa da frente :). Ou a amiga Natasha Seminova, que tive o gosto de finalmente conhecer antes de se transformar para o show, e de quem descobri que já nos tínhamos cruzado antes neste mundo do activismo.
Viva o Porto, estou a ficar velho :)

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