!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> Panteras Rosa

quinta-feira, maio 01, 2008

Marcha Global da Marijuana 2008



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sexta-feira, maio 04, 2007

Marcha(s) Global(is) da Marijuana - Lisboa e Porto






É já este sábado :)

Links:
Marcha Global da Marijuana (Porto)
15:00 na Praça do Marquês.
Marcha Glogal da Marijuana (Lisboa)
16:00 no Largo do Rato

Já agora, a Marcha no Diário de Notícias de hoje.





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quinta-feira, março 29, 2007

Os estudantes e os marginais

Comunicado Panteras Rosa
Associação inaceitável entre homossexualidade, prostituição, droga e criminalidade defendida ontem por associações de estudantes.

Numa altura em que a extrema-direita desenvolve movimentações junto do público universitário e até candidata listas a eleições para associações de estudantes (nada é por acaso, nem sequer ter sido a cidade universitária o local escolhido pelo PNR para o seu mais recente mural contra o "lóbi gay"), algumas associações de estudantes provavelmente mais na linha política da direita clássica, resolveram recuperar sobre a homossexualidade - com o beneplácito das declarações policiais que desmentiam a situação de insegurança mas não a associação abusiva - nada mais nada menos do que o discurso e as associações que eram típicas no período do fascismo: homossexualidade, prostituição, droga e crime.

Numa reportagem transmitida ontem à noite pela televisão SIC, com base numa diminuta concentração de estudantes, e a coberto da temática da "insegurança" que sentirão os alunos da Cidade Universitária, os presidentes das associações de estudantes da Faculdade de Direito e do ISCTE assumem-se não só como defensores dos interesses dos alunos, mas igualmente como púdicos guardiães da moral e dos bons costumes, ao relacionarem os encontros nocturnos entre homossexuais que têm lugar naquela zona, com criminalidade e até tráfico de droga. Ou seja, associando a frequência de engates homossexuais e a referida insegurança.

A linha de argumentação é extradordinária e seria ridícula se não estivesse imbuída de falsidades e de preconceito. A zona da Cidade Universitária tem problemas de segurança reconhecidos, sobretudo no periodo diurno, que é aliás aquele em que existe frequência dos alunos universitários. E é realmente, à noite, um dos pontos de Lisboa, utilizados para encontros homossexuais, que como se sabe não gozam da mesma legitimidade social que os encontros heterossexuais.

Escusado será argumentar sobre a discriminação de que é alvo a comunidade homossexual em Portugal e em como ela empurra muitas pessoas para contextos semi-clandestinos de relacionamento sexual, amoroso, ou simplesmente social.

Mas não só não existe ali, ao contrário de outras zonas, qualquer tipo de prostituição, apenas encontros recatados e consentidos (e não expostos à visão ou ao incómodo de quem quer que frequente a zona) entre pessoas adultas e senhoras das suas decisões. Muitos menos, o "engate" homossexual terá alguma ligação a situações de criminalidade ou de tráfico de drogas.

As declarações destes dirigentes associativos são assim, claramente, ou pelo menos nisso se transformaram, menos preocupadas com a insegurança que dizem estar a ser sentida pelos colegas que representam, e mais com uma cruzada moral, tendenciosa, ignorante e discriminatória, que ofende não apenas a comunidade gay mas também a inteligência dos alunos destas faculdades e, em primeiro lugar, daqueles que entre eles se definirão como homossexuais.

Perante ambas as associações de estudantes, queremos portanto afirmar que:
- para posições de extrema-direita já basta a mesma;
- o alegado problema de insegurança se resolve lidando com ele e não procurando um bode expiatório nem de longe relacionado;
- tal posicionamento moralista merece o nosso inteiro repúdio, como esperamos que o mereça da parte dos alunos.

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quinta-feira, março 23, 2006

As palavras e o vento II

Em entrevista, hoje ao Público, Daniel Fangueiro, Presidente da JSD afirma-se a favor dos casamentos entre homossexuais, e ainda favorável à descriminalização do aborto, apelaria ao sim em eventual referendo. Defende também a utilização terapêutica de cannabis e admite até a legalização da prostituição. Decididamente a estrutura de juventude do PSD está apostada em retirar à JS o protagonismo nos ditos “temas fracturantes” e em não a deixar sozinha no “faz-de-conta-que-somos-uma-coisa-mas-o-partido-é-que-sabe”. Já aqui o disse, nesta visão manipuladora, a política é um instrumento para se manter poderes, eleitorados ou simplesmente lugares no parlamento, não é uma expressão de convicções para medidas necessárias à sociedade. Por isso podemos ter a JS ou a JSD, impunemente a defender aquilo que acham que os aproxima a uma modernidade sem consequências, mas que fica sempre bem anunciar aos quatro ventos. Na verdade, essas posições, não correspondem sequer a batalhas travadas internamente nos seus partidos, ou a um princípio do fim das posições mais conservadoras nestes campos partidário. Elas são instrumentais para fingir abertura e debate onde eram necessárias mudanças legislativas e trabalho sério dos governos de que são (ou foram), também eles, co-responsáveis. Nos momentos decisivos, vamos ver certamente a JSD e o seu presidente a escolher o lado em função da continuação dos seus empregos, privilégios e carreiras políticas junto dos líderes de ocasião. Os princípios hoje anunciados serão transformados em pragmatismo e as causas de civilização em fracturas sociais a evitar.

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