segunda-feira, maio 22, 2006

a tod@s as vítimas de todas as Homofobias

"Malhas que o Império tece
Jaz morto e apodrece
O menino de sua mãe"
Fernando Pessoa

Jaz mort@ e apodrece

Talvez tenha nascido, sorrido
Menino de sua mãe.
Enganada porém
Nem corpo nem alma
Nem sensação
Nenhuma porta ao estender da mão.
A vida
Atirou a primeira pedra
E o espelho devolveu
A imagem errada:
Ilusão de Homem,
Sangue doce de Mulher...

Voou, foi nuvem
Sonhou, mais além
O mundo em aplauso,
Acreditou...era seu
De novo o que os anjos guardam.
Cedo demais,
Espinhos feriram o caminho
Ao longe, esqueceram a prece
No medo, a lembrança esquece
E vieram os perdidos
Mais perdidos que a perdida
(A fome não conhece perdão)

Jaz mort@ e agora arrefece
Apodrece
Em paz,
Puro coração.

Sara
28/04/06
Observatório Homofobia/Transfobia na Saúde @ Médicos Pela Escolha
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