sexta-feira, maio 05, 2006

Palhaçada total no sistema penal!

Já ontem o revelava o Diário de Notícias e hoje reafirma o jornal Público: a farsa judicial à volta do assassinato de Gisberta vai mais longe do que as nossas piores suspeitas receavam:

"A autópsia também não deixa dúvidas e indica que a vítima foi lançada ainda com vida para o poço. A causa da morte não foram, assim, as agressões, mas o afogamento. Segundo o PÚBLICO apurou, o caso relativamente ao jovem de 16 anos deverá ser arquivado. Isto porque nem se deverão aplicar as suspeitas de ter sido cometido o crime de omissão de auxílio, já que a causa da morte não foram as agressões."
"Também na altura tudo indicava que tivesse sido essa a causa da morte (os jovens garantiam que haviam atirado o corpo de Gisberta já sem vida ao poço), o que depois veio a ser contrariado pelo relatório médico. O relatório final do Ministério Público deverá ser conhecido em breve, podendo então o rapaz ser completamente ilibado."

Portanto, a culpa foi de Gisberta que morreu afogada, como se os rapazes não tivessem sequer confessado que a empurraram para o poço!
Uma coisa é pensarmos que o essencial não é encarcerar estes jovens, e que só medidas de fundo podem combater os crimes de ódio. Outra coisa é perceber que estamos perante uma situação de manipulação absoluta e descrédito total do sistema jurídico. Nada de novo, bem sei, mas há limites para o aceitável, há limites para a vergonha na cara, e há limites para a quase-infantilidade dos argumentos que estão a ser usados pelo sistema neste caso!
O sistema penal parece querer convencer-nos de que houve agressão mas foi obra do Espírito Santo, que houve sevícias sexuais mas cometidas pelo mesmo sujeito, que houve assassinato sem ter havido.
As Panteras Rosa não permitirão que continue sem resposta pública esta total PA-LHA-ÇA-DA!

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