Moscovo - Sócrates cala violência anti-gays


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Comunicado de Imprensa
Violência anti-gays em Moscovo, durante a presença de Sócrates
UNIÃO EUROPEIA CALA DIREITOS HUMANOS EM NOME DO NEGÓCIO
"O movimento Panteras Rosa, Frente de Combate à LesbiGayTransfobia, vem por esta via manifestar o seu protesto contra as autoridades russas, pela forma vergonhosa como abdicaram de intervir quer relativamente à proibição, pela Câmara Municipal de Moscovo, da Marcha pelos direitos da comunidade Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), quer perante o bárbaro ataque de que ontem foram vítimas os manifestantes que se manifestavam contra aquela proibição.
Porém, mais vergonhosa ainda do que a impunidade dos elementos ultra-religiosos e de extrema-direita que atacaram esta Marcha - no contexto actual da política russa em que todas as expressões de oposição ao regime de Putin têm, como é sabido, sido calados pela repressão policial e prisão de dirigentes da oposição - é o silêncio insuportável da União Europeia, que em nome dos acordos comerciais em negociação com aquele país, cala fundo as violações dos Direitos Humanos.
A presença e o silêncio de José Sócrates, que se encontrava em Moscovo e está à beira de assumir a presidência da União, não são senão o comprovativo do duplo peso e dupla medida da União Europeia, cuja retórica parece só evocar os Direitos Humanos e a sua violação quando os grandes interesses comerciais e financeiros não são afectados.
UNIÃO EUROPEIA CALA DIREITOS HUMANOS EM NOME DO NEGÓCIO
"O movimento Panteras Rosa, Frente de Combate à LesbiGayTransfobia, vem por esta via manifestar o seu protesto contra as autoridades russas, pela forma vergonhosa como abdicaram de intervir quer relativamente à proibição, pela Câmara Municipal de Moscovo, da Marcha pelos direitos da comunidade Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT), quer perante o bárbaro ataque de que ontem foram vítimas os manifestantes que se manifestavam contra aquela proibição.
Porém, mais vergonhosa ainda do que a impunidade dos elementos ultra-religiosos e de extrema-direita que atacaram esta Marcha - no contexto actual da política russa em que todas as expressões de oposição ao regime de Putin têm, como é sabido, sido calados pela repressão policial e prisão de dirigentes da oposição - é o silêncio insuportável da União Europeia, que em nome dos acordos comerciais em negociação com aquele país, cala fundo as violações dos Direitos Humanos.
A presença e o silêncio de José Sócrates, que se encontrava em Moscovo e está à beira de assumir a presidência da União, não são senão o comprovativo do duplo peso e dupla medida da União Europeia, cuja retórica parece só evocar os Direitos Humanos e a sua violação quando os grandes interesses comerciais e financeiros não são afectados.
Em pleno "Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades", comemorado com pompa e circunstância pelos governos europeus, a não-atitude do primeiro-ministro português é um sinal particularmente hipócrita que permite antever o que será, em termos de promoção e defesa dos Direitos Humanos no mundo, a presidência portuguesa da União Europeia, e de como a Europa hoje em construção, a tal dos "princípios humanistas" e dos "Direitos Humanos", só tem lugar quando não prejudica o negócio.
Ontem foi um dia de vergonha para as autoridades russas. Mas foi também um dia de vergonha para José Sócrates e para a União Europeia. E não deixaremos de o lembrar!
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