!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Strict//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-strict.dtd"> Panteras Rosa

quinta-feira, junho 16, 2022

23ª Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa

 FINALMENTE!

🙂
Estamos a caminho da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa...
... COM Ihor Homenyuk, Danijoy Pontes, Daniel Rodrigues, Miguel Cesteiro, Bruno Candé, Cláudia Simões....
... com es trabalhadories do sexo e os feminismos plurais...
... com todas as vivências além das normas de género, características sexuais e sexualidade...
... com quem perdeu casa, saúde, trabalho, sustento, ou nunca teve...
... com quem luta pela saúde mental - quem não...?
... com quem arrisca a vida em fronteiras assassinas...
... derrubando muros e armários entre lutas;

... SEM violações de direitos humanos ou lavagens de cara, nem subsídios estatais e outros que tais nem multinacionais....
... sem Les/bi/gay/trans/interfobia, nem terrorismo social, laboral, ambiental...
... sem desculpas como a covid e a guerra para aprofundar a exploração de sempre.

TEMOS ORGULHO NA LUTA!

Este sábado, às 17h no Príncipe Real juntamo-nos a outros coletivos diversos e a quem mais quiser e puder vir à marcha política.
Juntes somos mais fortes.

O ORGULHO NÃO SE VENDE; SÓ SE DEFENDE!

segunda-feira, março 07, 2022

Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo e coletivo feminista As DEsaFiantes


SEXUALIDADE COMO UM DIREITO: OS CAMINHOS DO PRAZER


A caminho do 8 de Março (já amanhã), um debate extremamente interessante para quem queira aprender um pouco mais sobre as interseções entre o direito das pessoas com deficiência(s) à sexualidade, direitos lgbti+, feminismos e direitos das pessoas que fazem trabalho sexual, e como as respetivas discriiminações atuam em conjunto e se reforçam mutuamente.

Viva a diversidade funcional e corporal. Todos os corpos são válidos e desejáveis. Abaixo todas as formas de discriminação e exclusão!

quarta-feira, fevereiro 23, 2022

8 de MARÇO Inclusivo- Greve Feminista



 

quinta-feira, dezembro 23, 2021

GENTOPIA - De memória: História das lutas feministas e LGBTQIA+ em Portugal

 


Uma História entre muitas outras histórias
Manuela Tavares

A árvore Clube Safo
Fabíola Neto Cardoso

De “loucas intratáveis” a incontornáveis: a marca 
das Panteras Rosa no movimento lgbt
Sérgio Vitorino

Momentos do arranque trans
Eduarda Alice Santos

Movimento, movimentos
Miguel Vale de Almeida

Rexistir
António Fernando Cascais

quarta-feira, maio 12, 2021

End the occupation now!

 
Since 2004, we have often worked against the Israeli state's Pinkwashing, in alliance with pro-palestinian groups in Portugal and elsewhere, as well as with the BDS campaign. 

In 2009, we have successfully campaigned for the rejection of the Israeli embassy's support to the Queer Cinema Festival in Lisbon, reminding that there's no pride in occupation and that Israel is a rogue state of systhematic human rigths' violations.

Ten years later, in 2019, in face of the ongoing aggravation of the situation in Israel and in the Occupied Palestinian territories, we joined the international campaign against the participation in the Eurovision competition in Jerusalem and actively condemned the presence of Portugueses artists.

Today, in face of the new escalation of violence provoked by Israel, we remain committed with the struggle for the human, economic social and political rigths of the Palestinian people. We condem the apartheid regime in Israel, the occupation of Palestine and Israel's annexation policies. We defend the right of return for all exiled palestinians, for a future of justice, democracy, peaceful coexistence between peoples, and no oppression.

No rainbow flag or other is enough to hide the blood on the Israeli state's hands, its systematic arresting of children and its daily killings and abuses. 

 In 2021, as we commemorate the Palestinian Nakba, join us in challenging Israel’s apartheid.

#ApartheidIsNotTheModel #ThisIsOurModel

quarta-feira, novembro 18, 2020

NOTA DE REPÚDIO - COLIGAÇÃO COM A EXTREMA DIREITA

Quem faz acordos com fascistas é fascista!

No passado dia 25 de outubro, decorreram nos Açores as eleições com o intuito de determinar a composição da Assembleia Legislativa da Região Autónoma. Vencedora foi a abstenção de 54,59%, e apesar de continuar a ser o partido mais votado, com 40,65%, o Partido Socialista não alcançou a maioria absoluta pela primeira vez em 20 anos. Facto novo foi a entrada da extrema-direita para o parlamento açoriano: o Chega conseguiu eleger 2 deputados.
A direita açoriana viu a oportunidade de afastar o PS do poder, mas a grande coligação da direita “democrática” - PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal e Partido Popular Monárquico - não teria maioria no parlamento, juntos só seriam 27 deputados, o mesmo número que o PS e BE juntos. Um governo de direita só era possivel com um acordo com a extrema-direita.
Imediatamente após as eleições, o PSD não parecia estar disposto a fazer um acordo com o Chega, nem a extrema direita queria fazer acordos com “partidos do sistema”. No entanto, bastou pouco mais de uma semana para as lideranças do PSD e Chega se tornarem melhores amigas. Berthold Brecht um dia disse que “Não há nada mais parecido a um fascista do que um burguês assustado”. No caso dos Açores, até o medo de deixar passar o tacho do poder foi aparentemente o suficiente para deixar cair por terra qualquer discurso moral e princípio democrático de não colaborar com forças abertamente neofascistas.
O Chega parasita na crise do capitalismo e na miséria social provocada pelo neoliberalismo, no interesse das elites, divide as pessoas exploradas à base de raça, género, cultura e orientação sexual. Segundo as normas da Constituição Portuguesa, o partido Chega e os demais grupos neofascistas deveriam ter sido ilegalizados há bastante tempo - como aconteceu com o Aurora Dourada na Grécia em Outubro.
Os partidos PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representavam 26 deputados, anunciaram esta semana um acordo de governação, baseados em acordos de incidência parlamentar com o Chega e a Iniciativa Liberal. Pelas palavras do líder Rui Rio, houve uma concordância com os quatro objetivos do Chega para viabilizar o governo dos Açores, estes incluem uma perda de representatividade, cortes nos apoios sociais e o apoio a mudanças constitucionais. O facto de a direita “democrática” ter desde sempre acolhido e “perdoado” os elementos derrotados e exonerados do Estado Novo fascista no seu meio, sem dúvida facilitou abertura para a extrema direita.
Mesmo reconhecendo que o Chega tenha “posições xenófobas e racistas”, o vice-presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento, não tem vergonha em defender o acordo político. Com este acordo, o PSD de Rui Rio legitimou o Chega como força política e o seu discurso como “normal e aceitável”, não só nos Açores, mas a nível nacional. Tal como têm, em geral, feito os partidos da "direita tradicional", nomeadamente o próprio PSD nacional quando tomou para si como bandeira a oposição à pretensa "ideologia de género". Ou mesmo o próprio PPM que já se havia coligado com o Partido pró-vida e o Chega para as eleições europeias de 2019, tendo apresentando André Ventura como cabeça de lista.
O acordo nos Açores abriu as portas para acordos com a extrema direita a nível local no próximo ano.
Repudiamos quem concordou com esta coligação.
Não aceitamos a normalização do racismo, da xenofobia, da ciganofobia, da LGBTIA+fobia, e do sexismo.
Defendemos a unidade da classe trabalhadora e das pessoas exploradas contra todas as políticas reacionárias que nos tentam dividir, seja na base de raça, cultura, género ou orientação sexual.
Subscritores:
Plataforma Antifascista de Coimbra
UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta
As Cores dos Açores
Panteras Rosa
Vozes do Mundo - Frente pela Democracia no Brasil
MTS - Movimento dxs Trabalhadorxs do Sexo
Grupo Antifascista Miguel Torga
Toupeira Vermelha
Greve Climática Estudantil Portugal

quinta-feira, março 26, 2020

Medidas extraordinárias de apoio a pessoas que fazem trabalho sexual

Carta Aberta à Excelentíssima Senhora Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Dra. Ana Mendes Godinho

Porto, 25 de Março de 2020

Assunto: Medidas extraordinárias de apoio a pessoas que fazem trabalho sexual

Excelentíssima Senhora Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social:

Enquanto agentes da sociedade civil, membros da academia e profissionais do sexo, vimos por este meio dirigir-nos a Vossa Excelência para, com a maior deferência, dar conhecimento da situação de especial vulnerabilidade e dos constrangimentos que as pessoas que fazem trabalho sexual atravessam, em virtude da atual crise pandémica que assolou Portugal e o Mundo.

Sendo do conhecimento de Vossa Excelência que o trabalho sexual não se encontra juridicamente enquadrado no ordenamento português, e sendo de esperar que as normas emanadas dos nossos órgãos de soberania para combater esta calamidade pública sejam efetivamente observadas, designadamente o dever geral de recolhimento obrigatório ou, consoante os casos, o confinamento obrigatório e o dever especial de proteção, cumpre-nos trazer à colação a situação de total desproteção que as pessoas que fazem trabalho sexual e seus familiares enfrentam, face à necessária e obrigatória descontinuidade da sua atividade.

Tratando-se o trabalho sexual de uma atividade informal não abrangida, por força da lei, pelas garantias e direitos laborais que assistem a qualquer trabalhador, a maioria dos seus profissionais encontra-se na iminência de atingir um ponto crítico. Atesta-se uma dificuldade severa na obtenção de rendimentos ou de meios de subsistência, bem como no recurso a modelos alternativos de trabalho (teletrabalho ou webcams). Acresce também a efetiva
impossibilidade de acesso às medidas extraordinárias de apoio decretadas pelo Governo.

De salientar ainda a vulnerabilidade dos profissionais desta área que residem em Portugal sem título de residência (com justificado receio de se verem obrigados a regressar ao seu país de origem), assim como as pessoas que vivem com VIH ou outras doenças crónicas - subgrupos historicamente mais afastados das redes de suporte e dos cuidados de saúde.

Cumpre-nos, em primeiro lugar, aludir aos efeitos nefastos que decorrem da ausência de enquadramento jurídico desta matéria, mormente pelo não reconhecimento do trabalho sexual como trabalho. Tais efeitos não apenas contendem diretamente com a dignidade da pessoa humana, como, principalmente no período que se atravessa, serão passíveis de potenciar as repercussões da crise pandémica no plano da saúde pública.

Devemos alertar, em segundo lugar, para a eventualidade de pessoas que, diante da privação de condições dignas de subsistência (alimentação, alojamento, apoio a dependentes, etc.), ver-se-ão impelidas a retomar (ou mesmo a não suspender) a sua atividade. Descurar a real situação desta classe, sobretudo num momento como o atual, conduzir-nos-á certamente a cenários sinistros, quer numa perspetiva dos direitos humanos e fundamentais, quer na ótica da saúde pública.

Face ao exposto, vimos ainda por este meio solicitar esclarecimentos sobre os seguintes pontos:

1) De que forma pretende o Governo garantir que as pessoas que fazem trabalho sexual, e respetivas famílias, terão acesso a mecanismos de proteção decorrentes da descontinuidade da sua atividade ou mesmo da eventualidade de ficarem doentes?

2) A que mecanismos poderão recorrer a sociedade civil, assim como as organizações de base comunitária, para mitigar o impacto provocado pela situação de calamidade pública na vida das pessoas que fazem trabalho sexual e das suas famílias?

3) Que medidas pretende o Governo implementar no sentido de garantir o acesso a exames e diagnóstico do coronavírus entre pessoas migrantes, evitando que o receio de regresso ao país de origem contribua para o aumento da sua vulnerabilidade?

4) Que respostas pretende o Governo dar a problemas de carência de alojamento decorrentes do facto de um número significativo de pessoas que fazem trabalho sexual serem itinerantes e de não possuírem habitação própria?
Reiteramos, nesse sentido, a necessidade e a urgência de facultar a estas pessoas o acesso a um pacote de medidas extraordinárias de apoio, reconhecendo-as como responsáveis e conscientes e cujo contributo não deixa de ser preponderante no esforço coletivo de combate a esta calamidade pública.

Colocando-nos à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário, subscrevemo-nos com elevada consideração

Atenciosamente
Pel’ A Rede Sobre Trabalho Sexual
Pedro Machado
Carla Fernandes

A presente Carta Aberta foi também subscrita por:
A Coletiva
Movimento dos Trabalhadores do Sexo
Grupo de Partilha D’a Vida

--
Integram a Rede sobre Trabalho Sexual: Acompanha, CRL (Peniche); Associação Existências (Coimbra); Associação Novo Olhar II (Leiria); APDES (Porto); Associação para o Planeamento da Família; Associação Positivo - Redlight (Lisboa); Fundação Portuguesa a Comunidade Contra a SIDA; GAT - Grupo de Ativistas em Tratamentos (Lisboa); Liga Portuguesa Contra a Sida (Lisboa); Médicos do Mundo (Lisboa); Obra Social das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor (Lisboa); Panteras Rosa; SOS Racismo; UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta (Lisboa); Alexandra Oliveira; Filipa Alvim; Jo Bernardo; Mara Clemente; Mariana Garcia; Melina Antunes; Nélson Ramalho; Rita Alcaire